ENTENDENDO A EPIDEMIOLOGIA PARTE I

EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA
QUEM ?      ONDE?   QUANDO?
Estuda a distribuição de freqüência das doenças e dos agravos à saúde coletiva, em função de variáveis ligadas ao tempo, ao espaço e às pessoas, possibilitando o detalhamento do perfil epidemiológico, com vistas ao aprimoramento da assistência e prevenção da doença e de promoção da saúde.
Para a epidemiologia é de grande importância o conhecimento das circunstancias sob as quais se desenvolve o processo saúde-doença na população:
§Onde, quando e sobre quem ocorre determinada doença?
§Há grupos especiais mais vulneráveis?
§Existe alguma época do ano em que aumenta o nº de casos?
Em que áreas do município ou regiões do país a doença é mais freqüente?
Indivíduos idosos são mais atingidos do que crianças?
Pertencer a uma dada classe social determina diferenças nos riscos?
 Variáveis relacionadas ao tempo
a) Intervalo de tempo: Quantidade de tempo transcorrido entre dois eventos sucessivos e tomados em consideração.
 Ex.: Tempo de incubação: lapso transcorrido entre

ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA - ELA


Stephen Hawking

JOFFROY E JEAN-MARTIN CHARCOT

RECONHECERAM AS CARECTERISTICAS DE ELA NO 1° PACIENTE Q SE DESCOBRIU ESSA DOENCA
Dr. Charcot q este identificou os sintomas da doença vinha de neurônios motores lesados
Primeiro caso reconhecido em 1853 e em 1869 houve o reconhecimento das características da doença.

O QUE É?
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença crônica, degenerativa e progressiva , que acomete os neurônios motores da medula espinhal, da porção inferior do tronco encefálico e do córtex motor em adultos. Sendo que sua manifestação vai depender do moto neurônio acometido.

NEURONIO MOTOR SUPERIOR: O superior tem seu núcleo situado no encéfalo e termina na medula espinhal. O inferior começa na

COMPRESSAS TERAPÊUTICAS

As publicações irão ocorrer nos sábados

COMPRESSAS QUENTES

EFEITOS FISIOLÓGICOS E TERAPÊUTICOS

üAção direta sobre a função tecidual e celular;
ü Aumento do fluxo sanguíneo;
ü Aumento da extensibilidade do tecido colágeno;
ü Modificação das propriedades físicas dos tecidos fibrosos como os encontrados nos tendões, cápsulas articulares e cicatrizes, que cedem ao estiramento quando aquecidos;
üDiminuição da rigidez das articulações;
ü Alívio da dor;
ü Alívio do espasmo muscular (contração súbita e involuntária do músculo).

INDICAÇÕES:
üAquecimento superficial;
üTratamento de lesões superficiais e/ou profundas;
üControle da dor miofascial;
üDiminuição das ADMS;
üEspasmos Musculares;
üProcessos inflamatórios crônicos;
üPós-operatório imediato ou tardio;
üTraumatismos em geral.

CONTRA-INDICAÇÕES:
Feridas abertas;
Febre;
Hipersensibilidade ao calor;
Diabetes.

BOLSA DE ÁGUA QUENTE

São compressas frequentemente de borracha com água quente, colocadas sobre a superfície ou local a ser tratado, porém a transferência de calor para dentro dos tecidos dependerá da temperatura da água. (KOURY, 2000).


BOLSA DE GEL

São compressas geralmente de silicone contendo uma substância gelatinosa no seu interior, que são aquecidas submergindo-as em água quente por determinado tempo. Por serem constituídas de material plástico, nunca devem ser aplicadas diretamente sobre a pele, mas sim, com toalha interposta.


TOALHAS ÚMIDAS

São compressas feitas com a utilização de toalhas umedecidas em água quente e colocadas sobre a região a ser tratada. Estas são mais agradáveis ao contato com a pele.


MANTA TÉRMICA

Manta utilizada para provocar o aquecimento interno, melhorando as condições gerais do funcionamento metabólico. Muito utilizada, porém o cuidado é bem maior por envolver grandes áreas.



CRIOTERAPIA

SISTEMA RESPIRATÓRIO, VOLUMES E CAPACIDADES

Introdução
A fisioterapia respiratória destina-se a melhorar as condições funcionais do aparelho respiratório. Emprega uma grande variedade de exercícios terapêuticos e técnicas relacionadas para avaliar e tratar efetivamente o paciente com disfunções cardiopulmonar, de acordo com a necessidade de cada patologia, baseado no conhecimento da anatomia e fisiologia pulmonar, visando melhorar a ventilação perfusão e dinâmica respiratória.

 Sistema Respiratório
É o sistema responsável por fornecer oxigênio para o sangue que irá manter todas as células do corpo em funcionamento.
A função básica do sistema respiratório é a troca de gases de maneira que o oxigênio sanguíneo arterial, do dióxido de carbono e os níveis de pH, mantenham-se dentro dos níveis fisiológicos.
O sistema respiratório é constituído por:
         • fossas nasais,
         • boca,
         • faringe,
         • laringe,
         • traqueia,
         • pulmões,
         • brônquios, bronquíolos e os alvéolos, todos localizados nos pulmões.

Vias Aéreas Superiores

Tem a função de captação, filtragem, umidificação e aquecimento do ar.
Vias Aéreas InferioresPulmões

A nível da carina, o brônquio-fonte esquerdo ramifica-se em um ângulo mais agudo e é mais longo que o brônquio-fonte direito, que está mais alinhado com a traquéia.
Ø  Pulmão Direito: maior  e possui três lobos.
Ø  Pulmão Esquerdo: menor devido ao posicionamento do coração e possui dois lobos e um lobo atrofiado (Língula).
Ø  Nos pulmões os brônquios ramificam-se profundamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos.
Ø  O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica.
ØCada bronquíolo termina em pequenas bolsas recobertas por capilares sanguíneos, denominadas alvéolos pulmonares.
Ø  É nos alvéolos que se dá as trocas gasosas.

Fisiologia da Respiração

A inspiração, que promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma baixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com consequente redução da pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.
A expiração, que promove a saída de ar dos pulmões, dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, com consequente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair dos pulmões.


Músculos da Respiração

Ø  Inspiração:
o   Diafragma (70%),
o   Intercostais externos,
o   Externocleidomastoideo,
o   Serrátil,
o   Escalenos.
Ø  Expiração:
o   Intercostais internos,
o   Abdominais.

Fisiologia da Respiração 

Ø  A função respiratória se processa mediante três atividades distintas e coordenadas.
o   VENTILAÇÃO
o   PERFUSÃO
o   DIFUSÃO
“shunt”

VENTILAÇÃO ALVEOLAR
Ø  é a porção do VC (70%), que participa efetivamente das trocas gasosas. Sua avaliação á feita através da média da PCO2 no sangue arterial. A ventilação não é uniforme e depende do gradiente de pressão pleural, que é variável nos segmentos pulmonares;
Ø  nos adultos, a região mais ventilada durante o repouso são as bases.

PERFUSÃO
Ø  DEFINIÇÃO:
Ø  É maior nas bases e decresce em relação aos ápices. Isso ocorre em virtude da pressão alveolar ser mais alta que a pressão capilar, levando a uma maior compressão dos mesmos. 

SHUNT PULMONAR
Definimos como shunt a passagem de sangue por alvéolos não ventilados, que portanto não sofre troca gasosa. A maneira mais simples de ser estimado é pela diferença da pressão parcial de O2 no sangue arterial (PaO2) e no ar alveolar (PAO2).

ESPAÇO MORTO
Ø  SHUNT PULMONAR Sabe-se que nem todo o VC inspirado vai participar das trocas gasosas. Uma parte desse volume vai constituir o chamado espaço morto, que compreende:
Ø  ESPAÇO MORTO ANATÔMICO – corresponde ao ar que fica nas vias aéreas superiores, na traquéia e nos brônquios;
Ø  ESPAÇO MORTO ALVEOLAR – compreende o ar que preenche alvéolos não perfundidos;
Ø  A soma desses dois espaços corresponde a 30% do VC, que não participa das trocas gasosas e é denominado ESPAÇO MORTO FISIOLÓGICO.

 RELAÇÃO VENTILAÇÃO – PERFUSÃO (V/Q)
Ø  Esta relação é alterada sempre que houver um desequilíbrio entre o shunt e espaço morto fisiológico;
Ø  EFEITO SHUNT – predomínio da perfusão;
Ø  EFEITO ESPAÇO MORTO  - predomínio da ventilação.

CONTROLE DA RESPIRAÇÃO
Ø  Controle Nervoso:
Ø  A respiração é controlada automaticamente por um centro nervoso localizado
no bulbo.
Ø  O mais importante músculo da respiração, o diafragma, recebe os sinais
respiratórios através de um nervo especial, o nervo frênico, que deixa a medula
espinhal na metade superior do pescoço (C3,C4,C5) e dirige-se para baixo,
através do tórax até o diafragma.

VOLUMES PULMONARES
Ø  Volume corrente (VC): É o volume de ar inspirado ou expirado em um ciclo respiratório. VC = 500 ml.
Ø  Volume de reserva inspiratória (VRI): É o máximo volume de ar que ainda pode ser inspirado após uma inspiração basal. VRI= 3.000 ml.
Ø  Volume de reserva inspiratória (VRE): É todo o volume que se consegue expirar após uma expiração basal. VRE= l.l00 ml.
Ø  Volume residual (VR): É o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração máxima e forçada. VR= l.200 ml.

CAPACIDADE PULMONAR TOTAL
Ø  São combinações de 2 ou mais volumes pulmonares importantes na descrição dos ciclos respiratórios.
Ø  Capacidade inspiratória (C.I.): É o volume máximo que uma pessoa pode inspirar após uma expiração basal. Ela corresponde, numericamente, à somatória do volume corrente com o volume de reserva inspiratória. CI=3.500 ml
Ø  Capacidade vital (C.V.): É o volume máximo de ar mobilizado entre inspiração e expiração máximas. Trata-se da somatória de volume corrente,volume de reserva inspiratória e volume de reserva expiratória. CV= 4.600 ml

CAPACIDADE PULMONAR TOTAL
Ø  Capacidade residual funcional (CRF): É o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração basal, ou seja, é a somatória do volume de reserva expiratória com volume. CRE=2300 ml.
Ø  Capacidade pulmonar total (CPT): É o volume contido nos pulmões após uma inspiração máxima, ou seja, é a soma de todos os volumes pulmonares.


colaboração do professor Thiago Manguba


CINESIOTERAPIA DE PATOLOGIAS DO COTOVELO

NESSA POSTAGEM VOCÊ IRÁ CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE ESSA ARTICULAÇÃO E TRATAMENTO DE PATOLOGIAS RELACIONADAS. ESSA É A PRIMEIRA PARTE.

ESTRUTURA E FUNÇÃO DO COTOVELO E DO ANTEBRAÇO
A extremidade distal do úmero possui duas superfícies articulares: a troclea,que se articula com a cabeça do radio.A flexão e a extensão ocorrem entre essas duas superfícies articulares.
O radio também articula-se com a incisura radial da ulna, e essa articulação é chamada de radiulnar proximal.Essa articulação participa da pronação e supinação junto a articulação radioulnar distal.
ARTICULAÇÕES DO COTOVELO E ANTEBRAÇO
Há quatro articulações envolvidas na função do cotovelo e do antebraço:
vumeroulnar
vumerorradial
vradioulnar proximal
vradioulnar distal
CARACTERÍSTICAS E ARTROCINEMÁTICA DA ARTICULAÇÃO DO COTOVELO